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26.07.2010 | ANáLISE DE MERCADO - por Planeta Arroz

Cotações mantêm recuperação nominal em plenas férias de inverno

Pressão de oferta reduzida gera a recuperação gradual dos referenciais de preços do arroz no mercado brasileiro. Mas, ainda não é o suficiente

Aliviados pela prorrogação do vencimento das primeiras parcelas de custeio da safra passada, os arrozeiros gaúchos reduziram a pressão de oferta à indústria e, embora ainda distante das cotações ideais, os preços do arroz em casca mantêm uma trajetória de recuperação nesta quinta e última semana do mês de julho. Apesar das férias de inverno, onde usualmente baixa o consumo. Com baixo volume de negócios, um número maior de indústrias de volta ao mercado com ações de compra e muitas sondagens de indústrias de fora do Rio Grande do Sul, a comercialização voltou a indicar alta de preços esta semana nas principais praças gaúchas. Ainda não é o suficiente para cobrir os custos de produção, mas é uma notícia positiva. Com preços firmes, espera-se que até o final da semana as cotações estejam mais próximas de R$ 27,50.

O anúncio de AGFs, embora insuficiente para atender à demanda dos produtores, também foi importante para traduzir uma tendência de firmeza do mercado, bem como os números bastante tímidos referentes às importações nacionais e referenciais crescentes às vendas externas, ainda que representando em sua maior parte negócios com arroz quebrado.

Refletindo essa conjuntura, o indicador Cepea-BVMF acumula recuperação de 1,96% nas primeiras quatro semanas de julho, até a última sexta-feira (23/7), com a saca de 50 quilos do arroz gaúcho (58x10) em casca atingindo cotação de R$ 27,15, voltando a superar a casa dos R$ 27,00. Em dólar, a cotação da saca de arroz no Rio Grande do Sul fechou em US$ 15,43, uma alta de 4,57% em julho. A média de preços, em reais, da semana passada ficou em R$ 26,97, alta de 0,45% no período. A expectativa dos analistas é de preços firmes em mais essa semana e uma valorização total em torno de 2,5% em julho.

Durante a semana as novidades foram bastante restritas, como a confirmação de novo encontro entre a indústria e o setor produtivo, ainda para discutir a famosa tabela de “classificação”, a definição de um programa de mobilização das diversas cadeias produtivas junto aos organismos federais em razão da perda de renda do segmento e da crise vivida por alguns segmentos agropecuários, como o arroz, e nova prorrogação de parcelas do custeio do Banco do Brasil, que agora passarão a vencer a partir de outubro.

MERCADO

Nesta última semana de julho os preços médios das cotações de arroz alcançaram o referencial de R$ 27,00 na maioria das praças gaúchas. Nos pólos industriais de Pelotas, Camaquã, Itaqui e Uruguaiana, todos no Rio Grande do Sul, a referência de preços para a saca de 50 quilos de arroz em casca, fica entre R$ 27,50 e R$ 28,00, dependendo das condições de contrato e pagamento, bem como da qualidade do produto. As variedades nobres (64x4) alcançam R$ 31,50 no Litoral Norte. Na Fronteira, esse produto superior alcança R$ 28,00 a R$ 29,00, dependendo da indústria, dos volumes e da negociação.
Santa Catarina manteve a semana com média de comercialização entre R$ 27,00 e R$ 28,00, dependendo da região, das características do produto e do tipo de operação e prazo. No Mato Grosso a referência de preços para Sinop e Sorriso fica entre R$ 29,00 e R$ 30,00 para o arroz em sacas de 60 quilos e com referência acima de 55% de inteiros para o longo fino.

PREÇOS


A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indicou a elevação das cotações do arroz e seus derivados essa semana, exceto no produto beneficiado em sacas de 60 quilos, que manteve-se ao preço de R$ 53,00 (sem ICMS). Para a saca de 50 quilos de arroz em casca, o preço indicado como média gaúcha por essa corretora elevou-se em 40 centavos, alcançando R$ 26,90 no fechamento da última semana. Entre os derivados, a alta refletiu em 50 centavos na cotação do canjicão (60kg), para R$ 23,50, e foi registrado igual aumento na saca (60kg) da quirera, para R$ 19,50. A tonelada de farelo de arroz segue cotada a R$ 210,00 (CIF).

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comentários (7)

26/07/2010 - Alberto Silva
Bom dia

Noticia muito boa, o produtor gaucho não é merecedor do que esta acontecendo, vamos torcer para que os preços melhorem mais ainda
26/07/2010 - flavio evandro schmidt
Caro produtor de arroz nós sabemos muito bem que a união faz a força. Foi com a decisão de não ofertar que os preços superaram a tendência de queda. Para sobrevivermos temos que apreender a enfrentar a indústria e o descaso do governo populista. Segurem seus estoques, negociem ou prorroguem suas dívidas e venceremos este embate. Do contrário, o preço do arroz dificilmente atingirá a cifra de R$ 30,00, o que cubriria o custo mínimo da safra passada para quem produziu acima de 6.500 kg/ha na safra passada.
26/07/2010 - Fabrício Rodrigues
BOA TARDE A TODOS LEITORES, SO PARA SALIENTAR O COMENTARIO DO SR.FLAVIO EVANDRO SCHMIDT, NOS DA INDUSTRIA NAO COLOCAMOS PREÇO NO ARROZ E SIM O MERCADO!OBRIGADO!
26/07/2010 - Rogerio Nunes
Boa tarde a todos leitores, só para salientar o comentário do nosso Industrial que não põe preço nem cria tabela, estes preços divulgados são baseados numa tabela que até agora não apareceu o dono, quer dizer que pode se descontar até 10% destes valores, a boa notícia que estamos esperando é a abertura da CPI ai sim vamos descobrir quem fez e esta utilizando uma classificação de arroz diferente da oficial do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, quem viver verá eu ainda quero receber estes descontos ilegais.
27/07/2010 - clayton costa
se a industria não coloca preço en produto porque o preço baixou no pagamento do banco,é conhecidencia!senhor da industria.
30/07/2010 - rodrigo neumann
Produtores, sendo os donos do produto, estamos vendo que com alguma dificuldade porque todos tem dividas, estamos conseguindo segurar o produto e colocar preço no que produzimos e só assim teremos bons preços para cobrir os custos desta safra que foi tão dificil para muitos e esperavamos que o nosso governo desse um maior apoio e ao menos mantivesse bons preços no mercado interno e se utiliza-se de ferramentas para o mercado externo. Alguem tem alguma opinião do que teremos em termos de preços nos próximos meses. Obrigado.
02/08/2010 - walmir rampinelli
Complementando o Senhor Fabrício,é evidente que não é a industria que fixa os preços ,pois se assim fosse certamamente os valores seriam outros,pois para a industria é melhor trabalhar com um produto valorizado ,do que como está no momento.

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